Big Data Analytics: você sabe o que é?

Sabe aquele trabalho de pesquisa de mercado que você e sua equipe precisam fazer para lançar um produto ou serviço novo? Ou para prospectar clientes, fidelizar, identificar tendências, enfim, se manter vivo e competitivo? Esse trabalho envolve entender o cenário econômico, a concorrência, o perfil do consumidor – idade, localização, preferências, hábitos – entre outras características essenciais para que sua estratégia seja um sucesso. Isso significa coletar, filtrar, cruzar e analisar uma infinidade de dados. É aqui que entra o Big Data Analytics – o novo tesouro do mundo business! Se você não ouviu falar sobre o assunto, certamente ouvirá.

O termo Big Data Analytics está relacionado à análise inteligente de grandes volumes de dados, provenientes de diferentes fontes, sejam eles estruturados ou não estruturados. Hoje, softwares de altíssimo desempenho são capazes de coletar, armazenar, processar e interpretar dados com assertividade, tempo e custo reduzidos. Você quer respostas? O Big Data Analytics te dá! E quase que imediatamente, para decisões não mais baseadas em achismos. Com a análise de dados, você consegue identificar e descobrir padrões ocultos, correlações e outras percepções valiosas para o seu negócio. Segundo a Forbes, o mercado de análise de dados superará em breve $ 200 bilhões. Nessa onda, você não surfa sozinho!

E quando falamos em uma infinidade de dados, é uma infinidade mesmo. Só para você ter uma ideia, o volume mundial de dados, segundo o International Data Corporation, deve atingir a marca de 163 zettabytes até 2025, cinco vezes mais do que o volume atual. Tá, mas o que isso significa? Cada zettabyte representa um trilhão de gigabytes. Confuso ainda? Então aqui uma analogia mais prática para você entender o tamanho do problema. É como se você assistisse o catálogo inteirinho da Netflix 489 milhões de vezes. Agora imagine ter que navegar por esse oceano de dados e ter que extrair informações práticas para o seu negócio? No mínimo você gastaria muito tempo e dinheiro. E quando conseguisse algo realmente verdadeiro, talvez fosse tarde demais.

Big Data Analytics serve para minha empresa?

Não importa o tamanho da sua empresa, tipo ou mercado de atuação. Soluções de Big Data Analytics entregam informações importantes para o desempenho de qualquer empresa, extraindo e combinando resultados de diferentes fontes (ferramentas de BI, Log de servidores web, redes sociais, relatórios empresariais, indicadores macro, pesquisas de satisfação etc).

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Quer um exemplo? Com Big Data Analytics você e seu time conseguem identificar quais são os produtos mais procurados e desejados em um determinado local. Equipes de marketing são capazes de entender os resultados e impactos de ações e campanhas. Controlar com precisão os níveis do estoque, prever tendências sazonais de crescimento no consumo de alguns produtos, melhorar processos de logística. E por aí vai, são muitas as possibilidades.

Um conceito novo, só que não

Não é de hoje que as empresas procuram extrair informações a partir de dados. Só que esse processo ficou mais rápido, mais inteligente! E, sim, ganhou mais importância à medida que o digital evoluiu. Nos anos 50, antes mesmo que seus avós imaginassem o que seria Big Data, as análises se restringiam aos números, planilhados manualmente.

Hoje, além de não se prender somente a números, essas análises acontecem em velocidade extremamente superior e com muito mais eficiência, em tempo real. Não faz mais sentido desenterrar informações passadas para usar em decisões futuras. O que acontece aqui e agora sim, faz todo o sentido. A capacidade de agir mais rápido é o que diferencia sua empresa e te dá vantagem competitiva.

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Fonte: NextTrends – uma marca Mtrends

Inteligência Artificial é estratégica para processo de inovação dentro das empresas, afirma IDC

A Inteligência Artificial (IA) contribui para uma previsão mais assertiva dos negócios, métrica favorita entre as empresas, e, segundo a IDC, é a peça mais útil nos processos de inovação corporativa na América Latina. Segundo Pietro Delai, gerente do Programa de Soluções de Software e Cloud na América Latina da consultoria, só em 2019 o mercado de IA na América Latina faturou US$ 488 milhões com hardware, software e serviços e mostrou que a tecnologia impõe novas metas para as empresas.

“A necessidade hoje é de maior inteligência e cenários mais precisos. Em uma esfera global, as empresas estão investindo em novos tipos de dados e ferramentas de inteligência. Definindo novos indicadores, elas passam a se conhecer melhor e o mercado em que atuam para dar direcionamento ou priorizar determinadas áreas e objetivos e se posicionar mais à frente”, explica Delai. De acordo com o gerente da IDC, 55% das empresas na América Latina investem em novas ferramentas de inteligência, 45% em novos tipos de dados, 45% em dados internos, 40% em dados externos e 38% em novos KPIs.

A necessidade de maior agilidade na análise e reação às oportunidades de negócio alavancam a adoção de IA em diversos processos e setores do mercado. Segundo Delai, a IA é usada em RPA (Robotic Process Automation), para evitar tarefas repetitivas e simulação de modelos de negócio, no setor financeiro, em que existem ferramentas poderosas de IA para simular cenários, em auditoria e conformidade, em gestão de contratos, com robôs fazendo uso de IA para avaliar editais, e em compras ou vendas, com a automatização da análise de contratos.

Atualmente, a IA é aplicada em toda a cadeia de suprimentos. Para 21,9% das empresas na América Latina, melhorar a captação e retenção de clientes é uma prioridade. Para 24% delas, o mix entre produtos digitais e físicos na experiência do cliente é importante. Além disso, um de cada três executivos de TI tem planos de modernizar seu ERP e muitos farão pela falta de capacidade analítica da solução existente.

No segmento de segurança, a Inteligência Artificial é imprescindível para a automação dos processos. “58,1% dos executivos de TI na América Latina consideram segurança uma de suas três prioridades. No Brasil, o número aumenta para 62%”, afirma Delai. Segundo ele, segurança é percebida como uma prioridade desde 2018, quando incidentes como o WannaCry levaram empresas a parar diante da indisponibilidade de informações.

“Isso fez com que a segurança fosse percebida pelos executivos de negócios e pelos CEOs como algo vital. Virou quase que obrigação o manuseio das informações de forma automatizada”, explica o gerente da IDC. Para ele, na prática, é preciso monitorar para saber se a empresa sofreu violação, detectar e investigar, e é impossível fazer esse tipo de trabalho com ferramentas tradicionais. “A saída é a IA, como algo estratégico e não pontual, e a segurança compartilha da mesma característica: é um processo contínuo de investimento”. As ferramentas de Big Data & Analytics também são prioridades entre os executivos de TI por criarem inteligência de mercado e apontarem oportunidades que devem surgir.

Em Internet das Coisas (IoT), a IDC concluiu que, quando o projeto de IoT tem IA, o valor percebido pelas empresas aumenta 37%. “Dispositivos de IoT geram dados o tempo todo e continuam funcionando mesmo com alterações climáticas ou crise. Desses dados, produzimos recomendações”, afirma o gerente da IDC. Manufatura, logística e agropecuária são alguns setores que trabalham com a recomendação de dados coletados por IoT.

Impactos da covid-19 no mercado de TI

Com o avanço global da pandemia, a IDC afirma que está havendo redução na intenção de aquisição de soluções de TI pelas empresas em toda a América Latina. “Já esperávamos leve queda no comportamento do mercado de TI com a pandemia. No cenário otimista, os investimentos permaneceriam, mas no realista eles realmente caem”, afirma Delai. O mesmo acontece no Brasil, principalmente no mercado de hardware. Já o segmento brasileiro de cloud é um dos poucos que registrará crescimento. A IDC espera alta de 30%.

No período de recuperação da pandemia, segundo a IDC, os orçamentos menores vão priorizar, com maior intensidade, os investimentos que impactarem diretamente na receita, em vendas e retornos rápidos.

Em relação ao trabalho remoto, a segurança fica ainda mais crucial e impossível de ser gerenciada com ferramentas tradicionais.

No período, o uso de IA se torna imprescindível para ambientes híbridos Core-Edge-Multicloud, para múltiplos endpoints que apoiam a omni-experiência e para interconectar todos esses ambientes.

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Fonte: TI Inside